"A BURGUESIA BRASILEIRA É UMA AMEAÇA CONSTANTE À CIVILIZAÇÃO"
É, não é a primeira nem será a última vez. Mais uma vez a burguesia brasileira expõe suas vísceras e dá mais uma demonstração do poder de sua ignorância e desconhecimento da própria realidade que preside.
Se você ainda não se tocou, se liga: é que tô falando da decisão de um tal juíz ( que não sei o nome) que em conluio com a reitora da USP , que a mando de Júlio Serra Czar, que à serviço das políticas do Banco Mundial , do FMI e para agradar as grandes corporações financeiras nacionais e internacionais, se presta à esse serviço sujo do cão , de querer invadir com seus cães de guerra , ou seja, a tropa de choque mais a cavalaria, mais o corpo de bombeiros, mais não sei quê, para armados até os dentes invadirem a Universidade de São Paulo com a graciosa finalidade de retirar os estudantes e funcionários rebelados de lá.
Ora, ora...Vão todos tomar no olho de seu belos cúzinhos , se isso não é burrice, ignorância, tapação e o caralho a quatro.
É assim que se resolve questões sociais ?
O que que esse juiz tem na cabeça além de merda ? E esse governador e essa reitora que pelo visto não percebe sequer o que passa na ponta de seu próprio nariz.
Como pode um governador imbecilizado a esse ponto querer ser o próximo presidente do Brasil ?
O que é isso, já não regredimos o suficiente com Getúlios, ditaduras militares,FHC e Lula ? Estamos condenados para sempre à viver como irracionais ? Sempre subservientes à um teatro de miseráveis representando sua própria miséria interna e externa?
Não dá. Vão todos tomar nos seus cús que vocês ganham mais... Não queiram dar uma de bacanas prá cima de nós, os brasileiros que trabalhamos e ganhamos a vida diariamente com o suor de nossos próprios rostos.
Os estudantes estão nos seus direitos legítimos de protestarem, alguma coisa alguma vez foi conquistada sem luta e sem a busca de novas formas de organização ?
Se o governador e a reitora não tem competência para gerir os interesses do Estado e da Universidade que caiam fora de seu cargos. Abandonem-os, mas não queiram dar de bacana e rosnando de fora ameaçando quem está tentando fazer algo de novo.
A ocupação ( e a palavra ocupante já entrou definitivamente no nosso vocabulário) é apenas a expressão de nossa época. Ninguém acredita mais em poder centralizado, autoritário e atrasado para nos governar. Se toque , burguesia falida, se toque.
Ou participa ou caia fora. A inteligência não tem mais que se curvar à qualquer tirania disfarçada de democracia. As questões da Universidade devem ser resolvidas na própria Universidade pelos interessados diretos , sem coação, ameaças de juízes (muitos , tradicionalmente corruptos) polícias e governadores que nada tem a ver com a realidade acadêmica do presente.
A ameaça de invadir o campus com tropa de choque em nome do mandado de "reintegração de posse" entra para aquela coleção de imbecilidades praticadas pela"gloriosa" burguesia nacional que nunca teve coragem para fazer sua própria revolução , como já fizeram a inglesa, americana a francesa. É mais um gesto covarde de acuados pelo medo e sua mediocridade. Algo tão nocivo deve ser contido e neutralizado para que não se espalhe no espaço e no tempo.
Passemos a borracha, o rodo , sigamos em frente e que "os mortos enterrem seus mortos".
Que os burgueses não se metam nos interesses dos trabalhadores.Afastem-se e deixem o novo surgir. Ninguém precisa mais deles. A civilização deve seguir seu próprio curso.
Não à coação e a lobotomia, pela liberdade e ampliação de direitos, pela autonomia univesitária e pelo fim do próprio recurso de decreto e pela revogação imediata destes assinados por "Júlio Serra Czar" dos pobres paulistas.
OCUPE

MANIFESTAÇÃO DOS OCUPANTES DAS REITORIAS
DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS DO ESTADO DE SP,
USP/UNICAMP/UNESP CONTRA OS DECRETOS DO
SERRA.
"1º DE MAIO EM SÃO PAULO APONTA DIA 23 COMO DIA DE LUTA CONTRA LULA/BUSH"

A pça. da Sé foi tomada pela luta pelo entusiasmo
dos trabalhadores.

"Os trabalhadores ouviam seus verdadeiros
parlamentares"

"As bandeiras se agitavam sob as palmeiras"

"Dna. Juracy, 82, minha mãe, aposentada sentou-se
na escadaria da porta da Igreja da Sé para descansar
um pouco, enquanto os camaradas falavam no palanque.

"No palanque , visto de trás, os sindicalistas discursavam"

"Na base, os trabalhadores se movimentavam"

"Atentos ouviam, cantavam palavras- de-ordem
e agitavam suas bandeiras. "
Das 10h30 até às 13hs. , os trabalhadores se reuniram na
Pça. da Sé de São Paulo para manifestar seu protesto contra
as políticas do governo Lula, agora aliado de Bush e principal
serviçal das políticas imperialistas dos norte americanos na
América do Sul.
Caracterizado , principalmente, pela Unidade e Luta para
a realização de um dia de paralisações, o dia 23 de Maio , esse 1º
de Maio foi marcado pela forte participação dos sindicatos
organizados em torno da construção do Conlutas, a nova central
representativa dos sindicatos de luta dos trabalhadores.
Discursaram sindicalistas e dirigentes de partidos que eram
ovacionados pelos participantes, representantes dos movimentos
sociais como o MST(Movimento dos Sem Terra, Movimento dos
Sem Teto, Movimento dos Trabalhadores pela Educação dos
Trabalhadores, Movimentos Femininos pela Emancipação das
Mulheres e outros).
O ato foi encerrado com a fala do dirigente sindical dos bancários,
Dirceu Travesso representando o PSTU( Partido Socialista dos
Trabalhadores Unificado) e por Plínio de Arruda Sampaio do PSOL
( Partido do Socialismo e da Liberdade).
Depois, os trabalhadores seguiram em passeata passando em frente
a sede da prefeitura municipal de São Paulo e encerraram o ato na
Pça. Ramos de Oliveira cantando a Internacional, hino da classe
trabalhadora diante do Teatro Municipal de São Paulo.
Ao contrário do que afirmou Cristovão Buarque, não foi um 1º de
Maio em que o sindicalismo "amarelou" e sim um 1º de Maio bem
vermelho na melhor tradição de luta de defesa dos direitos sociais
da classe trabalhadora pela sua emancipação.
A platéia elitizada que estava presente ontem à noite no Auditório Alceu Amoroso Lima foi priviliegiada pela apresentação do poeta, músico, tradutor e filósofo Alberto Marsicano e sua leitura de poemas de sua tradução.
Os poetas escolhidos foram Rimbaud, Shelley e William Blake entre outros.
Alberto relatou como tomou contato com os poemas e ia lendo-os para uma platéia atenta e silenciosa que acompanhava sua leitura com interesse. Ao fundo, o efeito do som do mar e solos de cítara iam pontuando as palavras dos poemas que espalhavam-se em vibrações pelo ar.
Contou como em uma noite fria sob a neblina londrina, depois de ter sido expulso de uma festa, recebeu um livro de Blake em suas mãos de um desconhecido que desapareceu na madrugada às margens do Tâmisa.
"HOMENS LIVRES PROSTAI-VOS DIANTE DO MAR". Baudelaire.
Falou de seus encontros com o mestre do rock brasileiro Raul Seixas.
O desempenho de Alberto Marsicano na cítara não deixa dúvidas, é puro deleite para os privilegiados que o sabem ouvir. Falta-lhe a capacidade do ator para a interpretação dos poemas. Alguns clássicos entre os malditos como o maravilhoso "Barco Embriagado" de Rimbaud.
A participação de um ator ou uma atriz para a leitura dos poemas , os valorizariam mais tornando a apresentação mais fluente. Lendo Alberto se confunde e mistura atividade diferentes que requerem dedicação própria para obtenção dos resultados esperados.
De qualquer forma, foi feita a largada com o máximo de solenidade poética para o que ainda pode se aperfeiçoar: uma nova forma de apresentação de poesia e som.
Sábado que vem , no mesmo auditório da Biblioteca Pública Alceu Amoroso Lima , em Pinheiros, apresentam-se "Loop B e Cid Campos".
Vale a pena conferir.
"BLAKE,RIMBAUD, SHELLEY, KEATS E A CÍTARA DE ALBERTO MARSICANO"
CÍTARA & POESIA
Leituras de poemas traduzidos
por Alberto Marsicano ao som da cítara
Sábado 7 de Abril às 18 Hs.
Biblioteca Alceu Amoroso Lima
Av. Henrique Schaumann 777
(esquina com a Cardeal Arco Verde)
Pinheiros
Tel. 30825023
30633064
GRÁTIS
O citarista Alberto Marsicano interpreta suas mais inspiradas traduções de poetas como William Blake, Rimbaud, Shelley, Wordsworth, Keats entre outros, ao
som mântrico do milenar instrumento indiano de 18 cordas, muito utilizado na antiguidade clássica para acompanhamento de poesia. Marsicano foi o compositor da trilha sonora do livro-Cd Galáxias de Haroldo de Campos.