quinta-feira, maio 24, 2007

"A BURGUESIA BRASILEIRA É UMA AMEAÇA CONSTANTE À CIVILIZAÇÃO"

É, não é a primeira nem será a última vez. Mais uma vez a burguesia brasileira expõe suas vísceras e dá mais uma demonstração do poder de sua ignorância e desconhecimento da própria realidade que preside.

Se você ainda não se tocou, se liga: é que tô falando da decisão de um tal juíz ( que não sei o nome) que em conluio com a reitora da USP , que a mando de Júlio Serra Czar, que à serviço das políticas do Banco Mundial , do FMI e para agradar as grandes corporações financeiras nacionais e internacionais, se presta à esse serviço sujo do cão , de querer invadir com seus cães de guerra , ou seja, a tropa de choque mais a cavalaria, mais o corpo de bombeiros, mais não sei quê, para armados até os dentes invadirem a Universidade de São Paulo com a graciosa finalidade de retirar os estudantes e funcionários rebelados de lá.

Ora, ora...Vão todos tomar no olho de seu belos cúzinhos , se isso não é burrice, ignorância, tapação e o caralho a quatro.

É assim que se resolve questões sociais ?

O que que esse juiz tem na cabeça além de merda ? E esse governador e essa reitora que pelo visto não percebe sequer o que passa na ponta de seu próprio nariz.

Como pode um governador imbecilizado a esse ponto querer ser o próximo presidente do Brasil ?
O que é isso, já não regredimos o suficiente com Getúlios, ditaduras militares,FHC e Lula ? Estamos condenados para sempre à viver como irracionais ? Sempre subservientes à um teatro de miseráveis representando sua própria miséria interna e externa?

Não dá. Vão todos tomar nos seus cús que vocês ganham mais... Não queiram dar uma de bacanas prá cima de nós, os brasileiros que trabalhamos e ganhamos a vida diariamente com o suor de nossos próprios rostos.

Os estudantes estão nos seus direitos legítimos de protestarem, alguma coisa alguma vez foi conquistada sem luta e sem a busca de novas formas de organização ?

Se o governador e a reitora não tem competência para gerir os interesses do Estado e da Universidade que caiam fora de seu cargos. Abandonem-os, mas não queiram dar de bacana e rosnando de fora ameaçando quem está tentando fazer algo de novo.

A ocupação ( e a palavra ocupante já entrou definitivamente no nosso vocabulário) é apenas a expressão de nossa época. Ninguém acredita mais em poder centralizado, autoritário e atrasado para nos governar. Se toque , burguesia falida, se toque.

Ou participa ou caia fora. A inteligência não tem mais que se curvar à qualquer tirania disfarçada de democracia. As questões da Universidade devem ser resolvidas na própria Universidade pelos interessados diretos , sem coação, ameaças de juízes (muitos , tradicionalmente corruptos) polícias e governadores que nada tem a ver com a realidade acadêmica do presente.

A ameaça de invadir o campus com tropa de choque em nome do mandado de "reintegração de posse" entra para aquela coleção de imbecilidades praticadas pela"gloriosa" burguesia nacional que nunca teve coragem para fazer sua própria revolução , como já fizeram a inglesa, americana a francesa. É mais um gesto covarde de acuados pelo medo e sua mediocridade. Algo tão nocivo deve ser contido e neutralizado para que não se espalhe no espaço e no tempo.

Passemos a borracha, o rodo , sigamos em frente e que "os mortos enterrem seus mortos".
Que os burgueses não se metam nos interesses dos trabalhadores.Afastem-se e deixem o novo surgir. Ninguém precisa mais deles. A civilização deve seguir seu próprio curso.

Não à coação e a lobotomia, pela liberdade e ampliação de direitos, pela autonomia univesitária e pelo fim do próprio recurso de decreto e pela revogação imediata destes assinados por "Júlio Serra Czar" dos pobres paulistas.

domingo, maio 20, 2007

OCUPE

MANIFESTAÇÃO DOS OCUPANTES DAS REITORIAS
DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS DO ESTADO DE SP,
USP/UNICAMP/UNESP CONTRA OS DECRETOS DO
SERRA.

terça-feira, maio 01, 2007

"1º DE MAIO EM SÃO PAULO APONTA DIA 23 COMO DIA DE LUTA CONTRA LULA/BUSH"


A pça. da Sé foi tomada pela luta pelo entusiasmo
dos trabalhadores.


"Os trabalhadores ouviam seus verdadeiros
parlamentares"

"As bandeiras se agitavam sob as palmeiras"


"Dna. Juracy, 82, minha mãe, aposentada sentou-se
na escadaria da porta da Igreja da Sé para descansar
um pouco, enquanto os camaradas falavam no palanque.
"No palanque , visto de trás, os sindicalistas discursavam"

"Na base, os trabalhadores se movimentavam"

"Atentos ouviam, cantavam palavras- de-ordem
e agitavam suas bandeiras. "

Das 10h30 até às 13hs. , os trabalhadores se reuniram na
Pça. da Sé de São Paulo para manifestar seu protesto contra
as políticas do governo Lula, agora aliado de Bush e principal
serviçal das políticas imperialistas dos norte americanos na
América do Sul.

Caracterizado , principalmente, pela Unidade e Luta para
a realização de um dia de paralisações, o dia 23 de Maio , esse 1º
de Maio foi marcado pela forte participação dos sindicatos
organizados em torno da construção do Conlutas, a nova central
representativa dos sindicatos de luta dos trabalhadores.

Discursaram sindicalistas e dirigentes de partidos que eram
ovacionados pelos participantes, representantes dos movimentos
sociais como o MST(Movimento dos Sem Terra, Movimento dos
Sem Teto, Movimento dos Trabalhadores pela Educação dos
Trabalhadores, Movimentos Femininos pela Emancipação das
Mulheres e outros).

O ato foi encerrado com a fala do dirigente sindical dos bancários,
Dirceu Travesso representando o PSTU( Partido Socialista dos
Trabalhadores Unificado) e por Plínio de Arruda Sampaio do PSOL
( Partido do Socialismo e da Liberdade).

Depois, os trabalhadores seguiram em passeata passando em frente
a sede da prefeitura municipal de São Paulo e encerraram o ato na
Pça. Ramos de Oliveira cantando a Internacional, hino da classe
trabalhadora diante do Teatro Municipal de São Paulo.

Ao contrário do que afirmou Cristovão Buarque, não foi um 1º de
Maio em que o sindicalismo "amarelou" e sim um 1º de Maio bem
vermelho na melhor tradição de luta de defesa dos direitos sociais
da classe trabalhadora pela sua emancipação.